Dois futuros, duas almas gemeas... Era de mais pra qualquer um. E tão injusto que eu não fosse aquela que pagaria por isso. A dor de [1] parecia ter um preço alto demais. Encolhendo-me ao mensar nisso, Perguntei-me se eu teria vacilado se não tivece perdido [2] uma vez. Se não soubesse como era viver sem ele. Eu não tive certeza. Esse conhecimento era uma parte tão profunda de mim que nem conseguia imaginar como eu seria sem ele.
- Ele é uma droga pra você. - Sua voz ainda era gentil e nada crítica. - vejo que você não pode viver sem ele agora. É tarde demais. Mas eu teria sido mais saudável. Não uma droga; eu teria sido o ar, o sol.
O canto de minha boa parecia um meio sorriso tristonho.
- Antigamente eu pensava em você assim, sabia? Como o sol. Meu sol particular. Você compensava bem as nuvens para mim.
Ele suspirou.
- Com as nuvens eu posso lidar. Nas não posso lutar contra um eclipse.
Me diga... é familiar o bastante pra você?
='(
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Depois que tudo se alcamar, nós vamos rir disso aqui.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
talking trash...
used to be one
of the rotten ones
and i liked you for that...
of the rotten ones
and i liked you for that...
bleeching your teeth
smile like a flash
talking trash under my window
of the rotten ones
and i liked you for that...
used to be one
of the rotten ones
and i liked you for that...
used to be oneof the rotten ones
and i liked you for that...
of the rotten ones
and i liked you for that...
now you're all gone
got your makeup on
and you ain't coming back...
Did you coming back?
bleeching your teethsmile like a flash
talking trash under your breath
bleeching your teeth
smile like a flash
talking trash under my window
park that car .
drop that phone
sleep on the floor .
dream about me...
used to be one of the rotten ones and i liked you for that...
now you're all gone, got your makeup on and you ain't coming back!
Music:
Broken Social Scene - Athems For A 17 Year Old Girl
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
O que exatamente foi isso?
Eu olhei pra ele com uma cara de desanimo. Não tinha muito mais o que fazer. Por mais que eu quisesse, nada o faria mudar de ideia. Afinal de contas eu não tinha aquele direito. Por isso reprimi minha tristeza/raiva. Minha tristeza/raiva era infundada. Jurei não mais implorar depois que aquele outro foi embora, não seria por esse aqui que eu iria quebrar minhas regras. Virei de costas pra ele, sem nada dizer. Andei até a porta. Meu salto alto, batendo no chão de madeira, fazia um eco suave pelo aposento vazio. Suave com meu andar. Vazio como o coração dele. Não exatamente vazio, existia apenas uma pessoa para ocupar aquela sala. Aquele coração. Aquela sala não era pra mim, nem aquele coração. Toquei a maçaneta da porta. Girei a chave.
- Aonde você vai? - perguntou com a voz macia. Ele não sabia o que estava acontecendo. Provavelmente não sabia da guerra dentro da minha cabeça nos últimos meses. Não era culpa dele.
Eu virei para encara-lo. Seu rosto era calmo, mas seus olhos estavam confusos. Minha voz era firme e calma. Não ia deixar minha frustração transparecer. Eu não ia dizer nada mas já que ele perguntou...
- Não que isso vá afetar você de alguma maneira, mas estou saindo dessa sala antes que eu te obriga a me dizer mais um "não". Eu me convidei a entrar, agora estou me retirando, sem provocar nenhum estrago, nenhum risco nesse seu chão tão bem polido, nem ao menos sentei no sofá, mesmo porque você não perguntou se eu queria. Se um dia você mudar de ideia, e quiser me convidar pra entrar, tudo bem eu vou adorar ser sua convidada, mas eu não quero ter que arrombar a sua porta. Se cuida, e tome cuidado com quem você convida pra entrar. Muitas vezes essas pessoas não são tão cuidadosas como eu... Podem riscar o seu chão, quebrar sua mobília, riscar suas paredes, essas pessoas dão um belo prejuiso, e pode ter certeza, vai demorar pra fazer uma reforma nisso aqui. Vai por mim. Tive uma esperiencia horrível a um tempo atraz. - Ele me olhou mais confuso do que antes. Ele não entendeu a analogia, mas que se dane, também não era pra intender. - Bom, você tem meu numero, como disse antes, se você quiser me convidar qualquer dia, vai ser um prazer, pode ter certeza que eu vou aceitar. Se não quiser me ver nunca mais, tudo bem, eu vou intender.
Virei a maçaneta e sai porta afora. Fechei e fiquei parada ali na frente por alguns segundos. Respirei fundo e comecei a andar. Dez passos e eu já queria dar meia volta e arrombar aquela porta. Dar um abraço nele, dizer que sinto muito. Tentar de novo, insistir e implorar. Guardei a vontade pra mim mesma. Eu tinha matado aquele eu a algum tempo. Não ia voltar acontecer. Não ia. Sai do prédio andando rápido sem olhar pra traz. Mas eu senti seu olhos me fitando. Provavelmente na janela, olhando pra mim e pensando "O que exatamente foi isso?".
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Looking Up!
Olho para o céu. Cinza. Pingos caem no meu rosto. Aquela chuva não muito forte cai do céu. Final da tarde. Recuso a usar a sombrinha. Pra que? Vou pra casa mesmo. Ando sozinha no meio da larga calçada. Todo o resto do mundo correndo para debaixo da marquise, como se a água fosse acido, como se machucasse. Mas não eu, não para mim. Não machuca, lava minha alma. O vento sopra, meus pelos se arrepiam e eu tremo de prazer. Como eles podem ter medo de algo tão divino? Divino... só eu, a chuva e meu fone de ouvido. “What a beautiful life, what a beautiful Life, what a beautiful love!”. A musica enche meus ouvidos. Que propicio. Naquele momento esqueço de todos meus problemas. O resultado do vestibular que está a alguns dias de distancia. Os problemas do trabalho. O computador quebrado que eu tenho q consertar quando chegar em casa. Nada disso me vem na cabeça agora. É apenas “what a beautiful Life”. Eu seria capaz de dançar... meus pés já encharcados. Meu allstar branco já encharcado. Olho para meus pés e solto um sorriso involuntário. Corrigindo: meu allstar que costumava ser branco. Isso também não me incomoda. Por um momento, sem esbarrar com ninguém nessa calçada que costuma ser movimentada, me sinto livre. “what a beautiful love!” . seria mesmo esse o motivo da minha alegria? “I can see lights... I can feel Love... I can see the Sun!”. The Sun... com aquele céu cinza, nesse momento o único lugar aonde eu posso ver luz, amor e o próprio sol, é no meu coração. =D
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
The One in The Friend Zone
This is the scene: The city of New York suffered a blackout. Monica and Phoebe are sitting in the kitchen, left, deciding what to do to eat. In the room, right, are Joe, Rachel and Ross. Joe is sitting on the couch behind the coffee table, playing with a candle. Ross and Rachel are sitting in front of the coffee table.
Rachel: I've never had a relationship with that kind of passion. Where you have to have somebody even in a theme park.
Ross: It was the only thing to dothat didn't have a line.
Rachel: Barry wouldn't even kiss me on a miniature golf course.
Ross: -Come on.
Rachel: -No. He said we held up the people behind us.
Ross: You didn't marry him because...?
Rachel: Do you think there are people that go through life... never having that kind of...?
Ross: -Probably.
Rachel: -Really?
Ross: I'll tell you something. Passion is way overrated.
Rachel: -Yeah, right.
Ross: -lt is. Eventually, it kind of burns out. But hopefully what you're left with is trust and security and.... In my ex-wife's case, lesbianism. For those people who miss out
on that passion thing... there's other good stuff.
Rachel: -Okay.
Rachel Begins to stand...
Ross: -But I don't think that'll be you.
Rachel sit again.
Rachel: -You don't?
Ross: -See, I see... big passion in your future.
Rachel: -Really? You do?
Ross with a sily smile: -I do.
Rachel: Ross, you' re so great.
Rachel stand up, give Ross a mess's hair affectionately, and go to the bathroom.
Ross stand up, with that sily smile, all happy.
Joe, still playn with the candle says: It's never gonna happen.
Ross: -What?
Joe: -You and Rachel.
Ross: -What? Me and Ra? Aff.. wh? PF... Ha...
....
....
Ross: Why not?
Joe: You waited too long to make your move... and now you' re in the "friend zone. "
Ross: -l' m not in the zone.
Joe: -No, Ross. You' re mayor of the zone.
Rachel: I've never had a relationship with that kind of passion. Where you have to have somebody even in a theme park.
Ross: It was the only thing to dothat didn't have a line.
Rachel: Barry wouldn't even kiss me on a miniature golf course.
Ross: -Come on.
Rachel: -No. He said we held up the people behind us.
Ross: You didn't marry him because...?
Rachel: Do you think there are people that go through life... never having that kind of...?
Ross: -Probably.
Rachel: -Really?
Ross: I'll tell you something. Passion is way overrated.
Rachel: -Yeah, right.
Ross: -lt is. Eventually, it kind of burns out. But hopefully what you're left with is trust and security and.... In my ex-wife's case, lesbianism. For those people who miss out
on that passion thing... there's other good stuff.
Rachel: -Okay.
Rachel Begins to stand...
Ross: -But I don't think that'll be you.
Rachel sit again.
Rachel: -You don't?
Ross: -See, I see... big passion in your future.
Rachel: -Really? You do?
Ross with a sily smile: -I do.
Rachel: Ross, you' re so great.
Rachel stand up, give Ross a mess's hair affectionately, and go to the bathroom.
Ross stand up, with that sily smile, all happy.
Joe, still playn with the candle says: It's never gonna happen.
Ross: -What?
Joe: -You and Rachel.
Ross: -What? Me and Ra? Aff.. wh? PF... Ha...
....
....
Ross: Why not?
Joe: You waited too long to make your move... and now you' re in the "friend zone. "
Ross: -l' m not in the zone.
Joe: -No, Ross. You' re mayor of the zone.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Quantos amigos você tinha 10 ano atras? Quantos você ainda ve? Quantos não encontra mais?
Depois de um dia chato de trabalho, semana de festas de final de ano, não tinha nada pra fazer. Ia levando aquela velha rotina trabalho-casa-computador-cama-trabalho. Andando sozinha pela rua meu celular toca e do outro lado uma voz masculina me chama pelo apelido que somente aqueles velhos amigos me chamam. – vai fazer o que agora? – nada e você? Marquei um ponto de encontro qualquer no centro da cidade. Quando cheguei, lá estava ele com aquele largo sorriso me dizendo oi. Um amigo. Que coisa, tenho me sentido tão sozinha nos últimos dias. Veio a calhar. Um velho amigo. O melhor amigo, que não via há tempos pela conseqüência dos anos passados e das responsabilidades impostas. Depois de uma piadinha, uma velha piadinha entre amigos, saímos caminhando no caos da cidade “grande” no final de uma tarde, que me passa despercebido com aquela companhia que pra mim é tão agradável. Depois de alguns minutos escolhemos um lugar para sentar. Lembranças, confissões, arrependimentos, o que mudou, o que vai mudar. Tópicos e mais tópicos a serem abordados. Nessa hora me vem a saudade ao lembrar os tempos em que responsabilidade não existia em meu vocabulário. Quando a única rotina imposta era ir para o colégio. E lá via meus amigos, meus velhos amigos, meus melhores amigos. Confissões de segredos que hoje já não são mais segredos, mesmo assim são relevantes. Arrependimentos de termos deixado de fazer coisas que temíamos, mas que sabíamos que não haveria arrependimento se fizéssemos. Um suspiro. Nossas obrigações. Nossas rotinas atuais. Nossas saudades. Nossas desilusões. O tempo passa muito rápido. A gente vai ficando velho e nem vê. O tempo passa muito rápido e – olha a hora, está tarde, preciso ir. Eu o acompanho até o ponto de ônibus, que é mais perto que o meu. Alguns minutos se passam e enxergo o ônibus ao longe vindo em nossa direção. Ganhei um abraço. Um abraço apertado. Que abraço bom. Tinha me esquecido de como era bom. Aquele abraço que costumava ganhar no mínimo duas ou três vezes por dia, dois anos atrás. Depois de um minuto que pra mim foi equivalente a horas, um sussurro chega aos meus ouvidos, com a voz melancólica, triste e arrependida. - Te Amo. Antes que eu conseguisse responder, ganho um beijo carinhoso na minha bochecha rosada. Ele se vira e entra no ônibus, no ônibus que vai pra casa dela, da namorada. Eu aceno um tchau, ganho aquele largo sorriso como resposta. “Também te amo”, penso. Meus olhos acompanham o ônibus até ele virar a esquina. Dou meia volta, sigo meu destino. Sozinha mais uma vez.
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