sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nada pra fazer.....



Uma tarde sem trabalho... musica... papel... caneta... e uma pessoa apaixonada e cheia de duvidas?
resultado: um papel com um coração cheio de coisa escritas sem nexo nenhum.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ê Coelho velho de guerra!

Já dizia Paulo Coelho, que por um acaso nunca li nenhum dos seus livros:
Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia.
É... até se o relógio estiver atrazado ou adiantado, como é meu caso, sempre é meu caso. Meu caso é o seguinte. Eu erro sempre duas vezes por dia, mas segundo senhor Paulo Coelho, não sou tão completamente errada assim. E o pior! Ele diz:
Tudo que acontece uma vez poderá nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, certamente acontecera uma terceira.
Significa que meu relogio ta estragado? Não era pra ser duas vezes por dia só? Pera ae senhor Coelho, você esta me confundindo e isso não é uma coisa boa.
Essa história de Relogio, Coelho, me lembrou pais das maravilhas... Que é de Lewis Carroll, que não tem nada a ver com o tal do Paulo Coelho, que a proposito, juro que um dia leio um livro seu, seu Coelho. Se preocupa não viu! =)

"Oh! minhas orelhas e minhas vibrissas, como está ficando tarde!" Dizia o coelinho branquiiinhoo... fofiiiinho...

Mas eu não me colocaria no lugar do coelho... não não... eu não dou a minima pro relógio.
Se foce pra escolher eu seria o gatinho risonho... aquele gato é mara!

“O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?” “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato. “Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice. “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato. “...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou. “Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”

Caminhar bastante... isso... caminhar me lembrou outro livrinho... o tal do magico do oz... Mágico de Oz! Isso! Como fui me lembrar disso? fácil... caminhada? estrada. estrada? estrada de tijolos amarelos. estrada de tijolos? Dorothy. Dorothy? " Sinto lhe dizer isso Dorothy, mas você não está mais no Kansas". ÉÉÉÉ... MAGICO DE OZ! Lembrei dos sapatinhos prateados que eu nunca usaria, tanto porque eu nunca conseguiria bater os dois saltos duas três vezes. Ja pensou no desastre? E outra, não se deve confiar em bruxas.

BRUXA! A Bruxa de Portobelo?
Ninguém acende uma lâmpada para escondê-la atrás da porta: o objetivo de luz é trazer mais luz à sua volta, abrir os olhos, mostrar as maravilhas ao redor.Ninguém oferece em sacrifício a coisa mais importante que possui: o amor. Ninguém entrega seus sonhos nas mãos daqueles que podem destruí-lo.
É voltamos para nosso querido mestre mago Paulo Coelho... Branquiiinhoo... fofiiinho... Tah, fofinho não... mas branquinho é algo que não se deve negar, né não?
TOOOOOOOOOOODA essa historia de coelhos me lembra que a pascoa tah chegando! Tem mais um monte de coisas sobre a pascoa que queria questionar, mas cou deixar pra quando a pascoa estiver mais perto...

Viajei nessa um poquinho, eu sei... mas também, problema é meu, o blog é meu. Ponto.
Beijos meus amores. Amanhã tem mais coisa pra ver aqui.
Ou não...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Não faria nem por mim

Ela gritava dentro de mim, querendo sair e me enlouquecendo já fazia dias. Ela só calava quando eu fazia o que ela pedia. No começo eu me segurei. Não iria deixar que nada nem ninguém tomasse conta de mim! Mas era realmente irritante ouvir aquela voz berrando dentro de mim. Tentar abafar o som me trazia uma angustia maior. Era como um aviso "ou você me escuta e faz o que eu quero, ou eu vou fazer seu corpo tremer, suas pernas amolecerem, seu coração bater rápido, roer suas unhas tão bem manicuradas, descabelar seu cabelo bem escovado!". Era como se uma força maior tomasse conta de mim! Não era racional, mas deixei que ela no controle, quem sabe assim me deixava em paz. Quem ou o que era, eu não sei. O que eu sei é que ERA LOUCA!
Eu me vi dirigindo pela cidade no meio da noite numa chuva horrível! EU dirigindo? SOZINHA? Nunca! Medrosa pra dirigir igual eu? e péssima no volante. Mas não com ela. Com ela dirigir era a coisa mais fácil. Era mecânico. Dei voltas e voltas pelo centro da cidade. "O que você está procurando?" me perguntei. Eu gritei dentro da minha própria cabeça. AONDE VOCÊ ESTA INDO?? ME LEVE DE VOLTA!! Ela ria e erguia o som no máximo. Algum tempo depois ela estacionou o carro e aos poucos eu voltei pro controle do meu próprio corpo. A voz em minha cabeça calara.
Olhei assustada pra onde eu estava. Eu conhecia aquele lugar. Pessoas saindo de um prédio. Jovens. Mochilas nas costas, correndo da garoa chata que caia do céu. Fiquei ali me perguntando o porque de estar ali. Eu conhecia aquele lugar. Mas por que eu estava ali? Foi quando eu vi o motivo daquilo tudo. Fiquei apavorada! NÃO! não podiam me ver ali de jeito nenhum! Liguei o carro e sai dali o mais rápido possível, não tão rápido porque sem ela eu não passava dos 40km/h.
Cheguei em casa, guardei o carro e subi pro quarto. Banho gelado e rápido. Como diabos eu tinha parado lá? Sai do box, me sequei e olhei no espelho. Mas aquele rosto não era o meu rosto assustado. Era meu rosto, sim, mas com um sorriso debochado. Era ela.
- Quem é você? - perguntei sussurrando, desejando que ninguém me ouvisse falando sozinha.
- Você ainda não entendeu? Eu sou seus desejos. Você tem me reprimido muito nos últimos meses. Você queria vê-lo, eu dei um jeito nisso. Pare de reprimir aquilo que você quer, óbvio, seja responsável, mas não deixe as chances passarem, elas podem não voltar. - e depois de uma piscadinha meu rosto refletido no espelho voltou a ser o meu.
Pisquei umas três vezes seguidas. Fui me deita. Noite longa. Mas no fundo eu senti aquela loca colocando novas ideias, não tão difíceis de aceitar. "Amanhã" eu pensei pra ela me ouvir. "Amanhã a gente faz isso". Senti um sorriso de satisfação dentro da minha cabeça, e nós adormecemos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Confinada.

Olhando em volta, eu sei o que eu quero...
...
...mas eu descobri que esperar é mais dificil do que nunca ir embora.

Se eu pudesse...

... gostaria de não poder.

Gostaria de não poder possuir o poder, de não possuir o direito de ser uma possuidora, de não possuir o azar de ter sorte, de não possuir a solidão da multidão, de não possuir a posição de um cão.

Gostaria de limitar o ilimitado limite, limitando o desconhecido; gstaria de desconhecer a perspectiva de um chão, de desconhecer a existencia de um vão.

Gostaria de sentir a ausencia de um sentido, ausencia de um setimento, de sentir a ausencia do chão.
Se eu pudesse, gostaria de não poder...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carta para um amigo

Curitiba, X de Y de 20e qualquer data ...
Oi amigo! Tudo bom? Aqui nem tanto. As coisas estão meio complicadas. Como é dificil ser "gente grande", eu lembro quando a gente brincava juntos na rua ou no parque ou até dentro de casa nos dias chuvosos. Eramos felizes e não sabiamos.
Estou te mandando essa carta só pra você saber o quanto eu sinto saudade de você. Bom, você me conhece melhor que ninguem, sabe que não gosto de fazer nada forçada, principalmente escrever... Então se escrevo essa carta, já sabe que é porque a saudade tá grande! Porque, sabe, escrever é algo muito pessoal. é o que a gente sente e resolve colocar no papel e só faz isso pros amigos de verdade! Já faz algum tempo que não dou uma passada ai pra te dar um oi, mas é que as coisas aqui fora são tão mais complicadas do que eu pensava que as vezes eu queria ir embora ai pra onde você mora. Ai é bem mais divertido e menos complicado. Mais facil... eu lembro! hehehe... as vezes eu gostaria que foce ao contrario! que você viece pra cá, você poderia morar comigo como antes! Por falar em como antes, nunca te perguntei isso mas, porque você foi embora só me deixando aquele bilhetinho em cima da minha cama? Nunca intendi... Eu sinto sua falta. Me sinto muito sozinha aqui sem você, meus amigos aqui são muito serios... sempre preocupados com trabalho, aula, familia. Tenho visto tanto essa rotina chata que já transformei minha vida em uma, e me deprime sempre que eu penso nisso.
Bom, chega de reclamar não é mesmo? Quando você responderá minhas cartas? estou ansiosa! Beijos... Se cuida, manda lembranças pra todos ai, e vê se aparece pra gente conversar qualquer dia! Temos que marcar alguma coisa! Quem sabe quando eu puder eu me livro de todos e vou passar um fim de semana com você e com o pessoal daí.
Com muita saudade!
Evy.
p.s.: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se tivessem morrido todos os meus amigos. Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... Mas é delicioso que eles saibam e sintam que os adoro, embora não declare e não os procure sempre." Vinicius de Moraes.
Envelope:
Remetente: Evy.
Endereço: Vida real.
Destinatario: Meu amigo imaginario.
Endereço: Cidade encantada dentro da minha cabeça.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Tom's Diner...

Estou sentada de manhã no café da esquina. Adiantada. Resolvi parar pra tomar um café. Não quero chegar muito cedo. Mas é sempre assim... Ou adiantada, ou atrazada, mas nunca na hora. É... "Thats sounds like Evy" eu penso. Faço uma careta ao pensar nisso.
Estou esperando no balcão pelo homem para por o café. Ele encheu só até a metade e antes mesmo que eu reclamasse ele estava olhando para fora da janela para alguém que estava entrando. Fiz um muxoxo, mas ele não ouviu. Paciencia.
- É sempre um prazer te ver - Disse o homem atrás do balcão para a mulher que tinha entrado. Ela estava mexendo seu guarda-chuva a lá perua-oncinha. Eu olho para o outro lado enquanto eles estão se beijando seus "olás". Estou fingindo que não estou vendo e em vez disso eu ponho o leite no café. Eu abro o jornal, que estava jogado no balcão, enquanto tomo meu café. Cruzo as pernas numa posição confortavel e começo a olhar as manchetes... Tem uma história de um ator que tinha morrido, não era ninguém que eu tinha ouvido falar, não sou muito de tevê. Greve da policia civil... Um time qualquer que venceu o outro. Suspiro...
Estou virando para o horóscopo e procurando pelas histórias em quadrinhos quando eu senti alguém me observando. Então eu ergui a cabeça. Há uma mulher no lado de fora olhando para dentro. Será que ela me vê? Não, ela realmente não me vê. Porque ela vê seu próprio reflexo. Eu estou tentando não notar que ela está puxando sua saia para cima. Gente estranha... será que ela sabe que quem está aqui dentro pode ver? Percebi então que ela só está arrumando a meia. E enquanto ela está ajeitando sua meia seu cabelo está ficando úmido. Suspiro... "Essa chuva continuará pela manhã" penso. Enquanto eu estou ouvindo os sinos da catedral estou pensando na sua voz como era facil conversar com você. Penso no meu piquenique da meia noite pra mim mesma, que romantico. "É uma pena não ter atendido o telefone". Respiro fundo...
"Era uma vez..." Antes de a chuva recomeçar eu terminei meu café... Saio cantarolando. É hora de pegar o meu onibus.

"Tah tah tarah... tah tatarah..." ♫.♪.♫.♪....

ao som de Tom's Diner - Suzanne Vega.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Será que o lado mais iluminado é assim tão bom?

Não aguentava mais aquilo. Aquele pavor que me acordava sempre no meio da madrugada, segurando meu ursinho de pelucia tão forte que quase arrancava seus pequenos braços. Meu pijama colado no corpo por culpa do suor. Toda noite. Pavor, assustada, suada. Corria ligar a luz. O escuro já não me fazia bem. Sentava na cama, e lá ficava, abraçada com meu ursinho. Queta, com medo de sonhar novamente. Mas o sono sempre me vencia... e o sonho sempre voltava....
E lá estava eu novamente, naquela sala que nunca tinha visto na vida. Escura. Não tinha uma unica fonte de luz. Nada... e lá eu ficava, até meus olhos se acostumarem com escuro. Muito escuro, mas ainda assim dava pra ter uma ideia da mobilia.
Apesar das estantes com seus livros, não parecia uma biblioteca. Não parecia um escritorio também, apesar da escrivaninha no canto. Nem ao menos um quarto, por mais que existice uma cama bem no meio da sala.
Estava quase na hora... a hora do desespero... eu sabia que estava por vir... mas hoje, hoje eu iria fazer diferente, sentei na cama e esperei. Lá estava a porta. Eu podia ver a luz que passava pela pequena fresta em baixo da porta. Luz. Luz! Podia ver sombras. Tinha alguem do outro lado da porta. Das outras vezes eu tentei abrir, mas hoje não valeria a pena, pois ela estava trancada e eu já sabia disso. Minutos depois os sons começaram a aparecer. Passos, carros, latidos, vozes. Nas outras vezes eu tentei gritar, até ficar rouca, mas não hoje pois eu sabia que ninguem iria me ouvir. O som ficava mais alto a cada minuto. Algo colidindo. Pessoas berrando. Os latidos viraram ganidos... era nessa hora que eu acordava. Mas hoje não, o pavor já não tomava conta de mim. Mas eu não sabia mais o que aconteceria apartir daquele ponto, e comecei a ficar com medo.
O barulho que vinha por de traz da porta ficava cada vez mais irritante, ensurdecedor. Musicas altas, com as letras mais xulas e pesadas possiveis. Até o ponto em que eu tive de tapar meu ouvido. Uma esplosão. A mobilia tremeu. Alguns livros cairam da estante. E então, o silencio. Mais nenhum barulho. Fiquei alguns segundos vespirando fundo, esperando pela proxima surpresa daquele sonho. E a porta se abriu... bem de vagar, num brilho tão magnifico que quase chegou a me cegar. Fui com os olhos semicerrados tatiando em direção a porta.
Foi quando meus olhos se acostumaram com a claridade que meu pavor veio a tona. Do lado de fora da porta o que eu vi foi aterrorizante. Pessoas mortas, outras se matando. Pessoas roubando, maltratando bixinhos indefesos. Eu vi matas que eram tão vastas virarem deserto. Eu vi o homem matando o outro homem porque um tinha uma tonalidade de pele diferente. Eu vi crianças vendendo o corpo para sobreviver. Eu vi as drogas. Eu vi os corruptos. Eu vi o homem matando a natureza como se ela o pertencece quando na verdade o homem é que faz parte da natureza. Eu vi a natureza se rebelar e inundar casas. Fiquei tão apavorada que aquele quarto atraz de mim era um conforto.
E foi ai que eu acordei. Levantei correndo e desliguei a luz. O escuro é muito mais confortavel. Eu gosto do escuro... agora é da luz que tenho medo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

And that's a shame
'Cause I like you
I never see you...