domingo, 7 de março de 2010

O problema resolvido.

Era aquele típico fim de final de semana. Todos eram obrigados a dormir cedo ou seriam obrigados a chegar atrasado no trabalho no dia seguinte. Mas não ela. Deitada na sua cama, virava de um lado para o outro. Pensou que era o frio e foi buscar outro cobertor. Mas continuava acordada e sem sono fitando o teto do quarto com os pensamentos a mil. Era tanta coisa que a deixava inquieta o bastante para sentar na cama. Tentou colocar os pensamentos no lugar. Existiam alguns berrando, ruídos, outros eram apenas leves sussurros. Não sabia por onde começar. Sua família prestes a se destruir. As besteiras que fizera durante a semana. Seus amigos se distanciando, ou seria ela que estava se distanciando dos seus amigos? Não importava, mas a impressão que ela tinha era que todos em volta dela se machucavam com algo que ela fazia ou falava. Sempre, mais e mais pessoas que ela amava estavam cada vez mais longe e ela não sabia o que fazer. Com uma mente ativa, sã ou não, ela falava aquilo que lhe convinha, aquilo que achava [por mais que fosse certo ou errado, ao ver dela ou não] e só depois de dito que se dava conta do que havia feito, tarde de mais, mais uma pessoa querida distante. Descobriu então de que todos seus problemas se resumiam na sua sinceridade, na sua mania de falar o que queria, quando queria, como queria. Depois disso teve uma brilhante ideia. Levantou-se e pegou um caderno na sua mochila. A partir daquele momento iria escrever tudo o que sua mente fértil, pervertida, perversa, irónica, sádica, apaixonada, rebelde, filosófica e intrigante pensava, entre outras coisas. Falaria apenas quando alguém lhe pedisse.
Anos depois ficou muda por falta de uso da sua voz.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um Fato Interessante

Senti algo estranho...
Um sentimento diferente de todos os que jah tive.
Fiquei confusa, parecia nem ser mais eu mesma.
Por que será que isso acontece com a gente?
Hoje em dia, somos pressionados de todas as maneiras possíveis. Temos que lutar contra td... contra todos...
E como devemos agir?
Ou usamos a lógica ou vamos para o lado do coração.
São certas mudanças que ocorrem na vida da gente e n tem hora nem dia marcados: mudamos e pronto.
Uma certa fase de transição pela qual passamos e q nos deixa atordoados.
Estranho, maravilhoso, interessante...
A adolescencia não deixa de ser uma fase interessante.
Um fato interessante!
Ela se manifesta atraves dos mais confusos sentimentos.
Ela nos testa e confunde.
E, subitamente se vai, assim como chegou.
E nós q saimos dela, ficamos assim, confusos, atordoados, estranhos, interessantes...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nada pra fazer.....



Uma tarde sem trabalho... musica... papel... caneta... e uma pessoa apaixonada e cheia de duvidas?
resultado: um papel com um coração cheio de coisa escritas sem nexo nenhum.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ê Coelho velho de guerra!

Já dizia Paulo Coelho, que por um acaso nunca li nenhum dos seus livros:
Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia.
É... até se o relógio estiver atrazado ou adiantado, como é meu caso, sempre é meu caso. Meu caso é o seguinte. Eu erro sempre duas vezes por dia, mas segundo senhor Paulo Coelho, não sou tão completamente errada assim. E o pior! Ele diz:
Tudo que acontece uma vez poderá nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, certamente acontecera uma terceira.
Significa que meu relogio ta estragado? Não era pra ser duas vezes por dia só? Pera ae senhor Coelho, você esta me confundindo e isso não é uma coisa boa.
Essa história de Relogio, Coelho, me lembrou pais das maravilhas... Que é de Lewis Carroll, que não tem nada a ver com o tal do Paulo Coelho, que a proposito, juro que um dia leio um livro seu, seu Coelho. Se preocupa não viu! =)

"Oh! minhas orelhas e minhas vibrissas, como está ficando tarde!" Dizia o coelinho branquiiinhoo... fofiiiinho...

Mas eu não me colocaria no lugar do coelho... não não... eu não dou a minima pro relógio.
Se foce pra escolher eu seria o gatinho risonho... aquele gato é mara!

“O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?” “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato. “Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice. “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato. “...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou. “Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”

Caminhar bastante... isso... caminhar me lembrou outro livrinho... o tal do magico do oz... Mágico de Oz! Isso! Como fui me lembrar disso? fácil... caminhada? estrada. estrada? estrada de tijolos amarelos. estrada de tijolos? Dorothy. Dorothy? " Sinto lhe dizer isso Dorothy, mas você não está mais no Kansas". ÉÉÉÉ... MAGICO DE OZ! Lembrei dos sapatinhos prateados que eu nunca usaria, tanto porque eu nunca conseguiria bater os dois saltos duas três vezes. Ja pensou no desastre? E outra, não se deve confiar em bruxas.

BRUXA! A Bruxa de Portobelo?
Ninguém acende uma lâmpada para escondê-la atrás da porta: o objetivo de luz é trazer mais luz à sua volta, abrir os olhos, mostrar as maravilhas ao redor.Ninguém oferece em sacrifício a coisa mais importante que possui: o amor. Ninguém entrega seus sonhos nas mãos daqueles que podem destruí-lo.
É voltamos para nosso querido mestre mago Paulo Coelho... Branquiiinhoo... fofiiinho... Tah, fofinho não... mas branquinho é algo que não se deve negar, né não?
TOOOOOOOOOOODA essa historia de coelhos me lembra que a pascoa tah chegando! Tem mais um monte de coisas sobre a pascoa que queria questionar, mas cou deixar pra quando a pascoa estiver mais perto...

Viajei nessa um poquinho, eu sei... mas também, problema é meu, o blog é meu. Ponto.
Beijos meus amores. Amanhã tem mais coisa pra ver aqui.
Ou não...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Não faria nem por mim

Ela gritava dentro de mim, querendo sair e me enlouquecendo já fazia dias. Ela só calava quando eu fazia o que ela pedia. No começo eu me segurei. Não iria deixar que nada nem ninguém tomasse conta de mim! Mas era realmente irritante ouvir aquela voz berrando dentro de mim. Tentar abafar o som me trazia uma angustia maior. Era como um aviso "ou você me escuta e faz o que eu quero, ou eu vou fazer seu corpo tremer, suas pernas amolecerem, seu coração bater rápido, roer suas unhas tão bem manicuradas, descabelar seu cabelo bem escovado!". Era como se uma força maior tomasse conta de mim! Não era racional, mas deixei que ela no controle, quem sabe assim me deixava em paz. Quem ou o que era, eu não sei. O que eu sei é que ERA LOUCA!
Eu me vi dirigindo pela cidade no meio da noite numa chuva horrível! EU dirigindo? SOZINHA? Nunca! Medrosa pra dirigir igual eu? e péssima no volante. Mas não com ela. Com ela dirigir era a coisa mais fácil. Era mecânico. Dei voltas e voltas pelo centro da cidade. "O que você está procurando?" me perguntei. Eu gritei dentro da minha própria cabeça. AONDE VOCÊ ESTA INDO?? ME LEVE DE VOLTA!! Ela ria e erguia o som no máximo. Algum tempo depois ela estacionou o carro e aos poucos eu voltei pro controle do meu próprio corpo. A voz em minha cabeça calara.
Olhei assustada pra onde eu estava. Eu conhecia aquele lugar. Pessoas saindo de um prédio. Jovens. Mochilas nas costas, correndo da garoa chata que caia do céu. Fiquei ali me perguntando o porque de estar ali. Eu conhecia aquele lugar. Mas por que eu estava ali? Foi quando eu vi o motivo daquilo tudo. Fiquei apavorada! NÃO! não podiam me ver ali de jeito nenhum! Liguei o carro e sai dali o mais rápido possível, não tão rápido porque sem ela eu não passava dos 40km/h.
Cheguei em casa, guardei o carro e subi pro quarto. Banho gelado e rápido. Como diabos eu tinha parado lá? Sai do box, me sequei e olhei no espelho. Mas aquele rosto não era o meu rosto assustado. Era meu rosto, sim, mas com um sorriso debochado. Era ela.
- Quem é você? - perguntei sussurrando, desejando que ninguém me ouvisse falando sozinha.
- Você ainda não entendeu? Eu sou seus desejos. Você tem me reprimido muito nos últimos meses. Você queria vê-lo, eu dei um jeito nisso. Pare de reprimir aquilo que você quer, óbvio, seja responsável, mas não deixe as chances passarem, elas podem não voltar. - e depois de uma piscadinha meu rosto refletido no espelho voltou a ser o meu.
Pisquei umas três vezes seguidas. Fui me deita. Noite longa. Mas no fundo eu senti aquela loca colocando novas ideias, não tão difíceis de aceitar. "Amanhã" eu pensei pra ela me ouvir. "Amanhã a gente faz isso". Senti um sorriso de satisfação dentro da minha cabeça, e nós adormecemos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Confinada.

Olhando em volta, eu sei o que eu quero...
...
...mas eu descobri que esperar é mais dificil do que nunca ir embora.

Se eu pudesse...

... gostaria de não poder.

Gostaria de não poder possuir o poder, de não possuir o direito de ser uma possuidora, de não possuir o azar de ter sorte, de não possuir a solidão da multidão, de não possuir a posição de um cão.

Gostaria de limitar o ilimitado limite, limitando o desconhecido; gstaria de desconhecer a perspectiva de um chão, de desconhecer a existencia de um vão.

Gostaria de sentir a ausencia de um sentido, ausencia de um setimento, de sentir a ausencia do chão.
Se eu pudesse, gostaria de não poder...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carta para um amigo

Curitiba, X de Y de 20e qualquer data ...
Oi amigo! Tudo bom? Aqui nem tanto. As coisas estão meio complicadas. Como é dificil ser "gente grande", eu lembro quando a gente brincava juntos na rua ou no parque ou até dentro de casa nos dias chuvosos. Eramos felizes e não sabiamos.
Estou te mandando essa carta só pra você saber o quanto eu sinto saudade de você. Bom, você me conhece melhor que ninguem, sabe que não gosto de fazer nada forçada, principalmente escrever... Então se escrevo essa carta, já sabe que é porque a saudade tá grande! Porque, sabe, escrever é algo muito pessoal. é o que a gente sente e resolve colocar no papel e só faz isso pros amigos de verdade! Já faz algum tempo que não dou uma passada ai pra te dar um oi, mas é que as coisas aqui fora são tão mais complicadas do que eu pensava que as vezes eu queria ir embora ai pra onde você mora. Ai é bem mais divertido e menos complicado. Mais facil... eu lembro! hehehe... as vezes eu gostaria que foce ao contrario! que você viece pra cá, você poderia morar comigo como antes! Por falar em como antes, nunca te perguntei isso mas, porque você foi embora só me deixando aquele bilhetinho em cima da minha cama? Nunca intendi... Eu sinto sua falta. Me sinto muito sozinha aqui sem você, meus amigos aqui são muito serios... sempre preocupados com trabalho, aula, familia. Tenho visto tanto essa rotina chata que já transformei minha vida em uma, e me deprime sempre que eu penso nisso.
Bom, chega de reclamar não é mesmo? Quando você responderá minhas cartas? estou ansiosa! Beijos... Se cuida, manda lembranças pra todos ai, e vê se aparece pra gente conversar qualquer dia! Temos que marcar alguma coisa! Quem sabe quando eu puder eu me livro de todos e vou passar um fim de semana com você e com o pessoal daí.
Com muita saudade!
Evy.
p.s.: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se tivessem morrido todos os meus amigos. Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... Mas é delicioso que eles saibam e sintam que os adoro, embora não declare e não os procure sempre." Vinicius de Moraes.
Envelope:
Remetente: Evy.
Endereço: Vida real.
Destinatario: Meu amigo imaginario.
Endereço: Cidade encantada dentro da minha cabeça.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Tom's Diner...

Estou sentada de manhã no café da esquina. Adiantada. Resolvi parar pra tomar um café. Não quero chegar muito cedo. Mas é sempre assim... Ou adiantada, ou atrazada, mas nunca na hora. É... "Thats sounds like Evy" eu penso. Faço uma careta ao pensar nisso.
Estou esperando no balcão pelo homem para por o café. Ele encheu só até a metade e antes mesmo que eu reclamasse ele estava olhando para fora da janela para alguém que estava entrando. Fiz um muxoxo, mas ele não ouviu. Paciencia.
- É sempre um prazer te ver - Disse o homem atrás do balcão para a mulher que tinha entrado. Ela estava mexendo seu guarda-chuva a lá perua-oncinha. Eu olho para o outro lado enquanto eles estão se beijando seus "olás". Estou fingindo que não estou vendo e em vez disso eu ponho o leite no café. Eu abro o jornal, que estava jogado no balcão, enquanto tomo meu café. Cruzo as pernas numa posição confortavel e começo a olhar as manchetes... Tem uma história de um ator que tinha morrido, não era ninguém que eu tinha ouvido falar, não sou muito de tevê. Greve da policia civil... Um time qualquer que venceu o outro. Suspiro...
Estou virando para o horóscopo e procurando pelas histórias em quadrinhos quando eu senti alguém me observando. Então eu ergui a cabeça. Há uma mulher no lado de fora olhando para dentro. Será que ela me vê? Não, ela realmente não me vê. Porque ela vê seu próprio reflexo. Eu estou tentando não notar que ela está puxando sua saia para cima. Gente estranha... será que ela sabe que quem está aqui dentro pode ver? Percebi então que ela só está arrumando a meia. E enquanto ela está ajeitando sua meia seu cabelo está ficando úmido. Suspiro... "Essa chuva continuará pela manhã" penso. Enquanto eu estou ouvindo os sinos da catedral estou pensando na sua voz como era facil conversar com você. Penso no meu piquenique da meia noite pra mim mesma, que romantico. "É uma pena não ter atendido o telefone". Respiro fundo...
"Era uma vez..." Antes de a chuva recomeçar eu terminei meu café... Saio cantarolando. É hora de pegar o meu onibus.

"Tah tah tarah... tah tatarah..." ♫.♪.♫.♪....

ao som de Tom's Diner - Suzanne Vega.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Será que o lado mais iluminado é assim tão bom?

Não aguentava mais aquilo. Aquele pavor que me acordava sempre no meio da madrugada, segurando meu ursinho de pelucia tão forte que quase arrancava seus pequenos braços. Meu pijama colado no corpo por culpa do suor. Toda noite. Pavor, assustada, suada. Corria ligar a luz. O escuro já não me fazia bem. Sentava na cama, e lá ficava, abraçada com meu ursinho. Queta, com medo de sonhar novamente. Mas o sono sempre me vencia... e o sonho sempre voltava....
E lá estava eu novamente, naquela sala que nunca tinha visto na vida. Escura. Não tinha uma unica fonte de luz. Nada... e lá eu ficava, até meus olhos se acostumarem com escuro. Muito escuro, mas ainda assim dava pra ter uma ideia da mobilia.
Apesar das estantes com seus livros, não parecia uma biblioteca. Não parecia um escritorio também, apesar da escrivaninha no canto. Nem ao menos um quarto, por mais que existice uma cama bem no meio da sala.
Estava quase na hora... a hora do desespero... eu sabia que estava por vir... mas hoje, hoje eu iria fazer diferente, sentei na cama e esperei. Lá estava a porta. Eu podia ver a luz que passava pela pequena fresta em baixo da porta. Luz. Luz! Podia ver sombras. Tinha alguem do outro lado da porta. Das outras vezes eu tentei abrir, mas hoje não valeria a pena, pois ela estava trancada e eu já sabia disso. Minutos depois os sons começaram a aparecer. Passos, carros, latidos, vozes. Nas outras vezes eu tentei gritar, até ficar rouca, mas não hoje pois eu sabia que ninguem iria me ouvir. O som ficava mais alto a cada minuto. Algo colidindo. Pessoas berrando. Os latidos viraram ganidos... era nessa hora que eu acordava. Mas hoje não, o pavor já não tomava conta de mim. Mas eu não sabia mais o que aconteceria apartir daquele ponto, e comecei a ficar com medo.
O barulho que vinha por de traz da porta ficava cada vez mais irritante, ensurdecedor. Musicas altas, com as letras mais xulas e pesadas possiveis. Até o ponto em que eu tive de tapar meu ouvido. Uma esplosão. A mobilia tremeu. Alguns livros cairam da estante. E então, o silencio. Mais nenhum barulho. Fiquei alguns segundos vespirando fundo, esperando pela proxima surpresa daquele sonho. E a porta se abriu... bem de vagar, num brilho tão magnifico que quase chegou a me cegar. Fui com os olhos semicerrados tatiando em direção a porta.
Foi quando meus olhos se acostumaram com a claridade que meu pavor veio a tona. Do lado de fora da porta o que eu vi foi aterrorizante. Pessoas mortas, outras se matando. Pessoas roubando, maltratando bixinhos indefesos. Eu vi matas que eram tão vastas virarem deserto. Eu vi o homem matando o outro homem porque um tinha uma tonalidade de pele diferente. Eu vi crianças vendendo o corpo para sobreviver. Eu vi as drogas. Eu vi os corruptos. Eu vi o homem matando a natureza como se ela o pertencece quando na verdade o homem é que faz parte da natureza. Eu vi a natureza se rebelar e inundar casas. Fiquei tão apavorada que aquele quarto atraz de mim era um conforto.
E foi ai que eu acordei. Levantei correndo e desliguei a luz. O escuro é muito mais confortavel. Eu gosto do escuro... agora é da luz que tenho medo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

And that's a shame
'Cause I like you
I never see you...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Depois que tudo se alcamar, nós vamos rir disso aqui.

Dois futuros, duas almas gemeas... Era de mais pra qualquer um. E tão injusto que eu não fosse aquela que pagaria por isso. A dor de [1] parecia ter um preço alto demais. Encolhendo-me ao mensar nisso, Perguntei-me se eu teria vacilado se não tivece perdido [2] uma vez. Se não soubesse como era viver sem ele. Eu não tive certeza. Esse conhecimento era uma parte tão profunda de mim que nem conseguia imaginar como eu seria sem ele.

- Ele é uma droga pra você. - Sua voz ainda era gentil e nada crítica. - vejo que você não pode viver sem ele agora. É tarde demais. Mas eu teria sido mais saudável. Não uma droga; eu teria sido o ar, o sol.

O canto de minha boa parecia um meio sorriso tristonho.

- Antigamente eu pensava em você assim, sabia? Como o sol. Meu sol particular. Você compensava bem as nuvens para mim.

Ele suspirou.

- Com as nuvens eu posso lidar. Nas não posso lutar contra um eclipse.

Me diga... é familiar o bastante pra você?

='(

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

talking trash...

used to be one
of the rotten ones
and i liked you for that...

used to be one
of the rotten ones
and i liked you for that...
used to be one
of the rotten ones
and i liked you for that...

now you're all gone
got your makeup on
and you ain't coming back...
Did you coming back?
bleeching your teeth

smile like a flash
talking trash under your breath

bleeching your teeth

smile like a flash

talking trash under my window
park that car .
drop that phone
sleep on the floor .
dream about me...
used to be one of the rotten ones and i liked you for that...
now you're all gone, got your makeup on and you ain't coming back!
Music:
Broken Social Scene - Athems For A 17 Year Old Girl

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

► Play.

You know its time that we grow up and do some shit....







I like it all that way!

sábado, 16 de janeiro de 2010

O que exatamente foi isso?

Eu olhei pra ele com uma cara de desanimo. Não tinha muito mais o que fazer. Por mais que eu quisesse, nada o faria mudar de ideia. Afinal de contas eu não tinha aquele direito. Por isso reprimi minha tristeza/raiva. Minha tristeza/raiva era infundada. Jurei não mais implorar depois que aquele outro foi embora, não seria por esse aqui que eu iria quebrar minhas regras. Virei de costas pra ele, sem nada dizer. Andei até a porta. Meu salto alto, batendo no chão de madeira, fazia um eco suave pelo aposento vazio. Suave com meu andar. Vazio como o coração dele. Não exatamente vazio, existia apenas uma pessoa para ocupar aquela sala. Aquele coração. Aquela sala não era pra mim, nem aquele coração. Toquei a maçaneta da porta. Girei a chave.

- Aonde você vai? - perguntou com a voz macia. Ele não sabia o que estava acontecendo. Provavelmente não sabia da guerra dentro da minha cabeça nos últimos meses. Não era culpa dele.

Eu virei para encara-lo. Seu rosto era calmo, mas seus olhos estavam confusos. Minha voz era firme e calma. Não ia deixar minha frustração transparecer. Eu não ia dizer nada mas já que ele perguntou...

- Não que isso vá afetar você de alguma maneira, mas estou saindo dessa sala antes que eu te obriga a me dizer mais um "não". Eu me convidei a entrar, agora estou me retirando, sem provocar nenhum estrago, nenhum risco nesse seu chão tão bem polido, nem ao menos sentei no sofá, mesmo porque você não perguntou se eu queria. Se um dia você mudar de ideia, e quiser me convidar pra entrar, tudo bem eu vou adorar ser sua convidada, mas eu não quero ter que arrombar a sua porta. Se cuida, e tome cuidado com quem você convida pra entrar. Muitas vezes essas pessoas não são tão cuidadosas como eu... Podem riscar o seu chão, quebrar sua mobília, riscar suas paredes, essas pessoas dão um belo prejuiso, e pode ter certeza, vai demorar pra fazer uma reforma nisso aqui. Vai por mim. Tive uma esperiencia horrível a um tempo atraz. - Ele me olhou mais confuso do que antes. Ele não entendeu a analogia, mas que se dane, também não era pra intender. - Bom, você tem meu numero, como disse antes, se você quiser me convidar qualquer dia, vai ser um prazer, pode ter certeza que eu vou aceitar. Se não quiser me ver nunca mais, tudo bem, eu vou intender.

Virei a maçaneta e sai porta afora. Fechei e fiquei parada ali na frente por alguns segundos. Respirei fundo e comecei a andar. Dez passos e eu já queria dar meia volta e arrombar aquela porta. Dar um abraço nele, dizer que sinto muito. Tentar de novo, insistir e implorar. Guardei a vontade pra mim mesma. Eu tinha matado aquele eu a algum tempo. Não ia voltar acontecer. Não ia. Sai do prédio andando rápido sem olhar pra traz. Mas eu senti seu olhos me fitando. Provavelmente na janela, olhando pra mim e pensando "O que exatamente foi isso?".

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Looking Up!

Olho para o céu. Cinza. Pingos caem no meu rosto. Aquela chuva não muito forte cai do céu. Final da tarde. Recuso a usar a sombrinha. Pra que? Vou pra casa mesmo. Ando sozinha no meio da larga calçada. Todo o resto do mundo correndo para debaixo da marquise, como se a água fosse acido, como se machucasse. Mas não eu, não para mim. Não machuca, lava minha alma. O vento sopra, meus pelos se arrepiam e eu tremo de prazer. Como eles podem ter medo de algo tão divino? Divino... só eu, a chuva e meu fone de ouvido. “What a beautiful life, what a beautiful Life, what a beautiful love!”. A musica enche meus ouvidos. Que propicio. Naquele momento esqueço de todos meus problemas. O resultado do vestibular que está a alguns dias de distancia. Os problemas do trabalho. O computador quebrado que eu tenho q consertar quando chegar em casa. Nada disso me vem na cabeça agora. É apenas “what a beautiful Life”. Eu seria capaz de dançar... meus pés já encharcados. Meu allstar branco já encharcado. Olho para meus pés e solto um sorriso involuntário. Corrigindo: meu allstar que costumava ser branco. Isso também não me incomoda. Por um momento, sem esbarrar com ninguém nessa calçada que costuma ser movimentada, me sinto livre. “what a beautiful love!” . seria mesmo esse o motivo da minha alegria? “I can see lights... I can feel Love... I can see the Sun!”. The Sun... com aquele céu cinza, nesse momento o único lugar aonde eu posso ver luz, amor e o próprio sol, é no meu coração. =D

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

The One in The Friend Zone

This is the scene: The city of New York suffered a blackout. Monica and Phoebe are sitting in the kitchen, left, deciding what to do to eat. In the room, right, are Joe, Rachel and Ross. Joe is sitting on the couch behind the coffee table, playing with a candle. Ross and Rachel are sitting in front of the coffee table.
Rachel: I've never had a relationship with that kind of passion. Where you have to have somebody even in a theme park.
Ross: It was the only thing to dothat didn't have a line.
Rachel: Barry wouldn't even kiss me on a miniature golf course.
Ross: -Come on.
Rachel: -No. He said we held up the people behind us.
Ross: You didn't marry him because...?
Rachel: Do you think there are people that go through life... never having that kind of...?
Ross: -Probably.
Rachel: -Really?
Ross: I'll tell you something. Passion is way overrated.
Rachel: -Yeah, right.
Ross: -lt is. Eventually, it kind of burns out. But hopefully what you're left with is trust and security and.... In my ex-wife's case, lesbianism. For those people who miss out
on that passion thing... there's other good stuff.
Rachel: -Okay.
Rachel Begins to stand...
Ross: -But I don't think that'll be you.
Rachel sit again.
Rachel: -You don't?
Ross: -See, I see... big passion in your future.
Rachel: -Really? You do?
Ross with a sily smile: -I do.
Rachel: Ross, you' re so great.
Rachel stand up, give Ross a mess's hair affectionately, and go to the bathroom.
Ross stand up, with that sily smile, all happy.
Joe, still playn with the candle says: It's never gonna happen.
Ross: -What?
Joe: -You and Rachel.
Ross: -What? Me and Ra? Aff.. wh? PF... Ha...
....
....
Ross: Why not?
Joe: You waited too long to make your move... and now you' re in the "friend zone. "
Ross: -l' m not in the zone.
Joe: -No, Ross. You' re mayor of the zone.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quantos amigos você tinha 10 ano atras? Quantos você ainda ve? Quantos não encontra mais?

Depois de um dia chato de trabalho, semana de festas de final de ano, não tinha nada pra fazer. Ia levando aquela velha rotina trabalho-casa-computador-cama-trabalho. Andando sozinha pela rua meu celular toca e do outro lado uma voz masculina me chama pelo apelido que somente aqueles velhos amigos me chamam. – vai fazer o que agora? – nada e você? Marquei um ponto de encontro qualquer no centro da cidade. Quando cheguei, lá estava ele com aquele largo sorriso me dizendo oi. Um amigo. Que coisa, tenho me sentido tão sozinha nos últimos dias. Veio a calhar. Um velho amigo. O melhor amigo, que não via há tempos pela conseqüência dos anos passados e das responsabilidades impostas. Depois de uma piadinha, uma velha piadinha entre amigos, saímos caminhando no caos da cidade “grande” no final de uma tarde, que me passa despercebido com aquela companhia que pra mim é tão agradável. Depois de alguns minutos escolhemos um lugar para sentar. Lembranças, confissões, arrependimentos, o que mudou, o que vai mudar. Tópicos e mais tópicos a serem abordados. Nessa hora me vem a saudade ao lembrar os tempos em que responsabilidade não existia em meu vocabulário. Quando a única rotina imposta era ir para o colégio. E lá via meus amigos, meus velhos amigos, meus melhores amigos. Confissões de segredos que hoje já não são mais segredos, mesmo assim são relevantes. Arrependimentos de termos deixado de fazer coisas que temíamos, mas que sabíamos que não haveria arrependimento se fizéssemos. Um suspiro. Nossas obrigações. Nossas rotinas atuais. Nossas saudades. Nossas desilusões. O tempo passa muito rápido. A gente vai ficando velho e nem vê. O tempo passa muito rápido e – olha a hora, está tarde, preciso ir. Eu o acompanho até o ponto de ônibus, que é mais perto que o meu. Alguns minutos se passam e enxergo o ônibus ao longe vindo em nossa direção. Ganhei um abraço. Um abraço apertado. Que abraço bom. Tinha me esquecido de como era bom. Aquele abraço que costumava ganhar no mínimo duas ou três vezes por dia, dois anos atrás. Depois de um minuto que pra mim foi equivalente a horas, um sussurro chega aos meus ouvidos, com a voz melancólica, triste e arrependida. - Te Amo. Antes que eu conseguisse responder, ganho um beijo carinhoso na minha bochecha rosada. Ele se vira e entra no ônibus, no ônibus que vai pra casa dela, da namorada. Eu aceno um tchau, ganho aquele largo sorriso como resposta. “Também te amo”, penso. Meus olhos acompanham o ônibus até ele virar a esquina. Dou meia volta, sigo meu destino. Sozinha mais uma vez.